QUE MUNDO FANTÁSTICO Naufraguei na incompreensão Comi o pão que o diabo amassou E perdi-me numa ilha que não sabe quem sou Pintei um quadro com duas rosas E varri da alma os vestígios dos últimos sonhos Longos, na alma, os invernos da pobreza Continuo um rapazinho Com a cor do medo no olhar Tenho a alma vergada sobe um céu menor Com estrelas afugentadas E uma lua traiçoeira, ou zombeteira? Sei lá!? Só sei que vivo neste mundo Que sou demasiado profundo Que amo de quando em vez E sou o rei da estupidez Ou um arlequim triste, sem eira nem beira Mas sei! Que esta árvore vai medrar Que a minha cidade inventada Vai continuar a lá estar Que sou boa gente, e sou bondoso Sento-me numa pedra molhada e fria Com chapéu e bengala de papel Com ar triste, patético Pensando não querer pensar Que Mundo Fantástico (não acham?)
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No espelho partido, de um pequeno e pobre quarto de dormir. Sou apenas uma criança, que sonha com fábulas, reis, rainhas e amor. Sou um guerreiro. Talvez herói, de uma história ainda por contar. Aqui cheguei, como se o Mundo estivesse acabar. Não pergunto pelo amanhã, pelos abismos que se abrem na fronteira do pensamento. Vim, aqui cheguei, com a lucidez dos espelhos e a espuma inquieta do mar, batente no calhau da praia. Esperei encontrar: rios mansos e brincar com papagaios de seda, em tardes de vento brando. Falaram-me de fadas, de castelos, de rios mansos, onde alguma vez pudesse navegar, em barcos de papel. Nada pedi. Apenas que me levassem pela viagem das nuvens. Que me falassem, das árvores e das casas, e perguntei: Onde dormem as aves ao fim do dia? E se eu fosse ave e voasse com o mesmo bater de asas? Não obtive respostas, mas desejei mil vezes ser gaivota, apenas porque achava, que a ilha não as aprisionava, tal como aos pássaros. Perguntei, onde dormem ...

Com Deus no coração e na vida, só podes mesmo estar amando.
ResponderEliminarEleva esse AMOR, à sua expressão mais elevada, mais pura, e alcançarás o "supremo bem", um
Eden nesta vida.